domingo, 23 de dezembro de 2012
Equipe PPLP
ALUNOS DE BIBLIOTECONOMIA/UFPB - ACERVO DE CORDÉIS
Os alunos de Biblioteconomia da UFPB, Karcia, Danielle, Maria, Gilvaneide, Jonacio, Fabio, Cristiano, Renatha e Nicholas, fazem mutirão para organizar o acervo de folhetos de cordel do Centro de Documentação, do Programa de Pesquisa em Literatura Popular - PPLP, que fica localizado no 2º andar da Biblioteca Central.
PARABÉNS MENINOS PELA INICIATIVA E TRABALHO!
Fonte: http://blogbethbaltar.blogspot.com.br/2012/11/alunos-de-biblioteconomiaufpb-acervo-de.html
sábado, 10 de novembro de 2012
Pesquisadoras de Iniciação Científica apresentam resultado da pesquisa no PPGCI/UFPB
As alunas do Curso
de Biblioteconomia da UFPB, KARCIA LÚCIA DIAS e DANIELLE BELISÁRIO apresentaram
no dia 08/11/2012 os resultados do projeto de INICIAÇÃO CIENTÍFICA, intitulado
"Pelejas na literatura popular de
cordel: semântica discursiva", sob a minha orientação, aos docentes e
alunos dos Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB.
Agradeço à
Coordenação do PPGCI pela oportunidade e estímulo dado aos iniciantes na
pesquisa.
Profa. Beth Baltar
![]() |
| Karcia e Danielle |
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| Danielle e Karcia |
Fonte: http://blogbethbaltar.blogspot.com.br/2012/11/pesquisadoras-de-iniciacao-cientifica.html?spref=fb
Coleção Reinos do Cordel será lançada na Bienal do Ceará
A
coleção Reinos do Cordel, do Armazém da Cultura, coordenada por Arlene Holanda,
já com cinco títulos prontos, será lançada, dia 17 de novembro, na Bienal
Internacional do Livro do Ceará. Parabéns para José Walter Pires, autor de As
noventa e nove moedas de ouro, Antonio Carlos da Silva (Rouxinol do Rinaré),
autor de O papagaio real, Evaristo Geraldo da Silva, que reedita o já clássico
O conde mendigo e a princ esa orgulhosa, e Arievaldo Viana, com o conto
garimpado nas Mil e uma noites, O crime das três maçãs. o projeto gráfico é de
Suzana Paz, que ilustrou vários livros da série.
Escrevi
especialmente para a coleção O pobre que trouxe a sorte de casar com uma
princesa, ilustrado por Arlene Holanda, cujo introito reproduzo abaixo.
Agradeço
ao Armazém da Cultura por acreditar no nosso romanceiro em versos que, um dia,
alguém achou de chamar de cordel:
Peço
à Musa inspiradora
Que
minha mente não canse
E
eu possa versar um conto
Descrevendo
cada lance
De
uma história comovente
Neste
meu novo romance.
Há
cerca de nove séculos
Num
reino muito distante
Viveu
Gusmão, um mau rei,
De
orgulho extravagante.
Não
houve e não haverá
Outro
assim tão arrogante.
Seu
imenso poderio
Não
conhecia empecilho,
Mas
há um tempo seus olhos
Haviam
perdido o brilho,
Pois,
apesar de tão rico,
Ainda
não tinha filho.
A
rainha, sua esposa,
Vivia
desconsolada,
Pois
para o cruel marido
Ela
só era a culpada,
E,
por mais que se explicasse,
Não
podia fazer nada.
Luzia,
a sua criada,
Ouvia
a sua lamúria,
Ela
também conhecia
O
monarca e sua fúria.
Assim
vivia a rainha
Sempre
coberta de injúria.
Até
que um dia, cansada,
Ela
foi ao oratório
E
fez um pedido a Deus,
—
Senhor, nesse dia inglório,
Eu
venho aqui implorar
Livrai-me
do purgatório.
Vós
sabeis que vivo triste
E
o meu espoco cabreiro,
Pois
o reino que governa
Ainda
não tem herdeiro.
Por
isso peço o auxílio
Do
grande Deus verdadeiro.
Fonte: http://marcohaurelio.blogspot.com.br/
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Estudantes produzem o maior cordel do Ceará
A produção, intitulada "EQ Nina?" tem seis páginas e 60 m² distribuídos em 22 estrofes com xilogravuras e desenhos de alunos e professores FOTO: NATASHA MOTA
Um incentivo à literatura e à cultura popular nordestina através de verso e poesia. Foi esse o clima vivido por alunos da Escola Estadual de Ensino Profissional Eusébio de Queiroz, no lançamento, ontem, do maior cordel do Ceará, durante a II Feira Científica e Cultural da Escola.
O projeto, realizado pelos próprios estudantes, teve apoio da Cordelteca do Eusébio, que os orientou em relação aos procedimentos a serem seguidos na realização da tarefa.
Com seis páginas e 60 m² distribuídos em 22 estrofes com xilogravuras e desenhos feitos por alunos e professores, o cordel "EQ Nina?" foi feito em homenagem ao aniversário de um ano da instituição. A produção retrata a história dos primeiros moradores do Eusébio e dos fatos que envolveram a construção da escola, como a origem do terreno utilizado e até mesmo a cadelinha Nina, que se mantém, presente desde o primeiro tijolo levantado até os dias de hoje, inspirando o nome do trabalho.
A ideia do projeto foi da professora de Português Raquel Magalhães, que explica o trabalho como fruto de uma grande pesquisa, realizada em 48 dias, e confeccionado em quatro, em parceria com artesãos da comunidade e utilizando de material reciclado. "Foram os alunos que desenharam, pintaram e colaram", acrescenta ela.
Valor
A diretora da escola, professora Maria da Graça Silveira, diz que o maior ganho com foi o despertar dos estudantes para o valor da pesquisa, leitura, e escrita, além de explorar uma cultura tradicionalmente nordestina. "Foi uma experiência muito positiva para eles. O desafio, agora, é continuar o trabalho em sala de aula, com produção textual".
Com o peso de 100 kg, o cordel ficará, inicialmente, exposto na biblioteca da escola, mas a ideia, segundo esclarece o coordenador da Cordelteca do Eusébio, Gilvan Cunha, é doá-lo para alguma instituição interessada. "Caso não apareça, ele será reciclado e doado aos artesãos da comunidade", ressalta.
Conforme explica, a meta para o próximo ano é confeccionar o maior cordel do País e, em 2014, no ano da Copa do Mundo no Brasil, produzir o maior cordel do mundo, visando fazer parte do livro dos recordes. "As escolas do Ensino Médio têm uma certa resistência ao cordel, mas com eventos assim vamos quebrando barreiras", comenta.
A estudante Nairlana Freitas, 15 anos, que fez parte da equipe de alunos que realizou o trabalho, afirmou que, de início, não achava interessante e não conhecia a fundo o cordel. No entanto, com o projeto, a jovem se disse encantada com o que viu. "Me interessei bem mais. Resolvi correr atrás e explorar junto com a equipe e, hoje, me apaixonei completamente pelo conteúdo", ressaltou.
RENATO BEZERRA
ESPECIAL PARA CIDADE
PROTAGONISTA
Literatura precisa ganhar mais espaço
Fazer parte do processo de construção de um cordel foi bem prazeroso para a equipe de seis estudantes da Escola Estadual de Ensino Profissional Eusébio de Queiroz, entre eles, Angélica dos Anjos, 15 anos, que, diante de muita determinação, conseguiu atender à proposta para a Feira Científica e Cultural da Escola.
A estudante avalia que a literatura de cordel está perdendo espaço, devendo ser mais valorizada, sobretudo, pelos jovens, se tratando de uma leitura mágica e apaixonante. Para ela, a oportunidade de estar no projeto lhe proporcionou um rico aprendizado, adquirido através dos dias de pesquisas, das aulas campais e oficinas de xilogravuras.
Angélica dos Anjos
Aluna do curso de logística
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