quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Bate papo com o Autor"

Caros amigos, especialmente os residentes no Recife e região metropolitana,



Próximo sábado, 1º de outubro, às 16 horas, estarei fazendo um "Bate-Papo com o Autor", na VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no estande "Causos e Cordéis Bodega Cultural", coordenado pelos poetas Ismael Gaião e Felipe Júnior.

O tema central será o livro recém admitido no PNBE, "O Quilombo do Encantado", editado pela Conhecimento Editora, com ilustrações de Jabson Rodrigues. Mas pretendo conversar sobre outras coisas, declamar uns cordéis e até cantar um pouco.

Será um prazer encontrá-los lá.

Marcos Mairton

PALESTRA: A LITERATURA POPULAR EM DEFESA DOS ANIMAIS

Atenção, meus amigos! nesta sexta, dia 30 de setembro de 2011, às 14:00 horas, estarei proferindo uma palestra sobre A LITERATURA POPULAR EM DEFESA DOS ANIMAIS, no Centro de Vivência da UFPB, em evento intitulado: I SEMANA DA CONSCIENTIZAÇÃO ECOLÓGICA: OS ANIMAIS E A RESPONSABILIDADE SOCIAL. Durante a palestra haverá recital e o músico e compositor JEOVAN MORAIS estará fazendo Show, apresentando músicas pertinentes ao evento. Convidem os amigos, familiares ets, por favor, porque vai ser muito divertido e proveitoso. Quero vê-los lá. Tugueduguedugue... Um abraço de Nelsão.

domingo, 25 de setembro de 2011

Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Popular Literature

Symposium: September 26-27, 2011
Thomas Jefferson Building, Room 119
10 First Street, SE
Washington, DC


A Volta Do Cangaceiro Lampião — via Internet (The Bandit Lampião Returns — by Internet) by Marcelo Soares. Timbaúba, Pernambuco: Folhetaria Cordel, 2005. Woodcut by the author. Literatura de Cordel Brazilian Chapbook Collection (AFC 1970/002: M 07702) American Folklife Center, Library of Congress.

 

The American Folklife Center at the Library of Congress is sponsoring a free, two-day symposium entitled Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Popular Literature. Presentations will focus on the history of literatura de cordel, a form of popular literature from northeastern Brazil, as well as accompanying traditions. These include the composition of poems, lyrics, and stories; the creation of woodblock images; and performances inspired by literatura de cordel. Co-sponsors for the event are the Hispanic Division and the Rio de Janeiro Office of the Library of Congress, as well as the Embassy of Brazil in Washington, DC. Additional support and assistance is provided by the Library's Poetry and Literature Office.

"Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Popular Literature," will draw attention to the American Folklife Center's collections of literatura de cordel, which are among the most extensive in the world. The symposium will also explore the artistry, narrative, and iconography of cordel in order to examine the tradition during the recent past, and to encourage research on these compelling collections. Noted scholars of cordel will be featured, as will the artistry of cordel poets, singers, and woodcut artists. The symposium is timed to coincide with this year's Organization of American States' Inter-American Year of Culture.

The free two-day public symposium will take place on Monday, September 26 and Tuesday, September 27, 2011 in Room 119 on the first floor of the Library's Thomas Jefferson Building, 10 1st Street S.E., Washington D.C. Attendance at the symposium is free of charge, but registration is required

Fonte: www.loc.gov/folklife/Symposia/litcordel/ via Cordel Paraíba

Imagem: correiodatarde.com.br

Saiba fatores que tornaram Cordel Encantado um sucesso

Saiba fatores que tornaram Cordel Encantado um sucesso 

Cordel Encantado" chega ao fim nesta sexta-feira (22), mas vai deixar saudades.
A novela da Globo subverteu a lógica de que o público das 18h é conservador e abusou do experimentalismo.
Com produção impecável, não só manteve a audiência como conquistou telespectadores que não estavam habituados ao horário.
A trama de Duca Rachid e Thelma Guedes bateu diversas vezes na casa dos 30 pontos, fato raro para a faixa nos últimos tempos.
Ganharam as autoras, que terminam a novela com prestígio em alta, a emissora, que provou que --quando quer-- sabe fazer produtos de qualidade, e, principalmente, o público, que se deliciou com as histórias de Brogodó e Seráfia e de seus moradores fantásticos.
Veja cinco fatores que tornaram a novela um sucesso:

A ABERTURA
A novela se destacou por vários motivos, começando pela abertura. A animação com imagens que remetem à literatura de cordel tem tudo a ver com a temática sertaneja. Acompanhada pela bela canção "Minha Princesa", composta por Gilberto Gil e cantada por ele e por Roberta Sá, acabou se tornando uma das mais inventivas --e belas-- dos últimos tempos.

O ELENCO
Fazia tempo que não se via na televisão um elenco tão inspirado. Todos os atores estavam bem em seus papéis. Houve críticas apenas no começo da trama ao sotaque "nordestino" do casal de protagonistas, mas nada que atrapalhasse o desempenho da novela. Destaque para Bruno Gagliasso, Débora Bloch (foto) e Domingos Montagner, que emocionaram o público.

O FIGURINO
Comandada pela figurinista Marie Salles, a equipe de artesãs e bordadeiras da própria Globo desenvolveu as peças usadas pelos personagens, incluindo os 720 vestidos usados pelas mulheres de Seráfia. Os acessórios também chamaram a atenção. As coroas estiveram entre os itens mais procurados na Central de Atendimento ao Telespectador da emissora.

A FOTOGRAFIA
Primeira novela gravada em 24 quadros, a trama ficou com cara de cinema também pelo uso de lentes especiais. Houve ainda a ajuda das belas locações, na França e em Sergipe. O diretor de núcleo Ricardo Waddington chegou a afirmar no começo das gravações que a fábula da princesa Aurora (Bianca Bin) pedia um tratamento de imagem diferenciado.

O TEXTO
A mistura de elementos de cangaço e de contos de fadas deu liga. Duca Rachid e Thelma Guedes (foto) souberam costurar com delicadeza a colcha de citações, que foram de João Cabral de Melo Neto a "O Homem da Máscara de Ferro". Também foi encantador embarcar na fantasia das autoras por um tempo, fugindo do naturalismo da maioria das tramas atuais.

Fonte:  www.pbagora.com.br via Cordel Paraíba

Cordel ‘renasce’ e nordestinos ganham mais espaço em Ribeirão

Cordelistas abusam do bom humor para ilustrar histórias do cotidiano e também fatos históricos

Alagoano José Ferreira Andrade teve primeiro contato com o cordel aos 11 anos, numa feira de Olho D’Água

Alagoano José Ferreira Andrade teve primeiro contato com o cordel aos 11 anos, numa feira de Olho D’Água

Frases curtas e rimadas. Uma história enxuta, mas que vai fundo no recado. Com muita irreverência dos autores, na grande maioria nordestinos radicados em Ribeirão Preto, a literatura de cordel está ganhando espaço na cidade. Há quase um ano, projeto é realizado no Parque Maurílio Biagi, na zona Oeste.

O local recebe produtores da rica literatura e curiosos, que nos últimos meses aumentaram bastante. "Por causa da novela [Cordel Encantado, da Rede Globo], muita gente se interessou por esta cultura. Cabe agora a nós, produtores, não deixar isso acabar", diz Carlos Tampa, um dos responsáveis pelo trabalho no parque.

Tampa é bastante conhecido no meio musical, principalmente por conta dos repentes, mas o cordel foi seu primeiro trabalho, ainda no interior de Pernambuco, seu estado natal.

"Quando comecei a trabalhar, ainda muito jovem, vendia macaxeira na feira, em Goiana-PE. Aprendi a fazer cordel para atrair os clientes", afirma Tampa, hoje com 47 anos.

Cara nova

Outro que teve acesso ao cordel nas feiras nordestinas foi José Aparecido Ferreira de Andrade, 32, que está em Ribeirão há apenas cinco meses. Ele veio de Olho D’Água da Flora (AL).

"Tinha 11 anos quando vi o cordel pela primeira vez. Eu fui à feira e vi um homem com uma violinha fazendo cordel. Esqueci até o que minha mãe havia pedido para comprar", afirma.

Ferreira de Andrade ainda não conhece o grupo de Ribeirão Preto, mas diz que irá participar do próximo encontro. "Não sabia que existia, agora vou procurar. Quero mostrar o que tenho de material", comenta.

Mistério

Os cordelistas apontam um dos segredos utilizados para conseguir comercializar os trabalhos produzidos: o mistério.

"Lembro, quando era criança, dos cordelistas começarem a contar a história e depois falarem: ‘se você quer saber o final, compre o cordel’. Isso me dava muita raiva, mas hoje também faço", diz Ferreira de Andrade.

Tampa diz que também ficava curioso no começo, mas que hoje é adepto da famosa frase utilizada pelos cordelistas.

"A cultura oral é muito forte, por isso precisamos chamar a atenção", diz.

O cordelista também comenta que o cordel é uma ótima ferramenta de inclusão. "No cordel, mesmo quem não sabe ler participa, já que ele pode escolher o cordel e passar para os ‘homens da corda’, como são conhecidos os cordelistas, lerem", afirma Tampa.

As histórias agradam ao público que já esteve acompanhando o projeto no Maurílio Biagi.

"É muito divertido e curioso. Fiquei impressiona com a facilidade e riqueza das histórias", diz a vendedora Sônia Regina Freitas Barbosa, 33.

Fonte: www.jornalacidade.com.br via Cordel Paraíba

CANTORIA: OS NONATOS

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...